Pratica: Estudo dirigido + Protfólio.

novembro 25, 2008

Pratica: Estudo dirigido.

Varias aulas foram realizadas nesse estilo, aonde deveria se responder algumas perguntas sobre as peças para direcionar o teu raciocínio e preparo na linha desejada pelos professores. Achei bastante valida esse estilo de aula, aprendi bastante, principalmente, sobre diversas teratogenias e, portanto, não tenho do que reclamar a respeito disso. Outro aspecto fundamental sobre essas aulas se deu em relação à prova pratica, a qual ninguém saberia como seria até a realização desses estudos. Pratica nota 10!

Protfólio:

Apesar de muito trabalhoso, a pratica de portfólio foi algo interessantíssima. Apesar de problemas iniciais com o servidor quando me adaptei achei bastanteaplausos simples de utilizá-lo.

Esse esquema do portfólio é realmente algo inovador e valido no aprendizado do acadêmico. Não só pelo fato de, vamos dizer assim, ser um trabalho que consiga abordar toda a matéria do semestre induz o acadêmico a uma reflexão um tanto mais profunda; mas também por estimular o aluno na pratica da transmissão de conhecimento mesmo que através de um BLOG. Outra questão interessante é o fato de muita gente estudar fazendo resumo (algo que acho bastante proveitoso), dessa forma o portfólio acaba sendo um incentivo a mais para essas pessoas, pois a sua pratica acaba por valer uma avaliação; alem de, é claro, estimular essa pratica de estudo pra as demais pessoas que não a fazem. Acima de todos esses pontos positivos, acredito haver um especialmente importante: o habito de estudo regular.

Tendo em vista todas essas características estou bastante positivo em relação ao semestre que vem, que apesar de apresentar conteúdos mais complexos, terá novamente a pratica do portfólio para nos auxiliar. Iniciativa fantástica por parte da cadeira de embriologia do curso de medicina da Faculdade Evangélica do Paraná.

 

 

 

Alguns links interessantes:

novembro 24, 2008

Alem dos diversos links já mencionados temos mais alguns a acrescentar:

http://www.planetabebe.com.br/home/html/home.htm

http://www.lincx.com.br/lincx/saude_a_z/conheca_exames/dosagem_serica.asp

********http://www.youtube.com/results?search_query=vida+no+ventre&search_type=&aq=f ********(documentario interessantíssimo; vale a pena) 

http://www.sogipa.org.br/artigos/default.asp (Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Paraná).

http://cna.uc.edu/embryology/ (Human Embryology)

 

http://www.visembryo.com/baby/index.html (The Visible Embryo)

http://www.med.unc.edu/embryo_images/  (Embryo Images Normal and Abnormal Mammalian Development)

http://embryo.soad.umich.edu/ (The Multi-Dimensional Human Embryo)

http://www.gineco.com.br/

 

 

 

Anexos embrionários e gestação múltipla.

novembro 24, 2008

Aproveitarei para juntar esses dois assuntos pois eles estão bastante correlacionados.

 

Anexos embrionários:

 

                Anexos embrionários são estruturas derivadas do ovo, mas não relacionadas com a formação do concepto, exceto parte do saco vitelino (intestino primitivo) e alantóide (úraco). Porém têm função de mantê-lo.

          Placenta

          Membranas fetais (saco vitelino, âmnio, córion e alantóide)

Placenta:

·         Origem:

– Materna = decídua basal (pequena)

                -Fetal = vilosidades coriônicas (grande)

·         Funções:

-Proteção

              -Nutrição

              -Respiração

              -Excreção

              -Produção hormonal (esteróides, hCG e hPL)

·         Barreira Placentária = PROTEÇÃO

-Antes da 20 semana:

               -Citotrofoblasto

               -Sinciciotrofoblasto

               -Tec. Conjuntivo das vilosidades coriônicas.

               -Endotélio dos capilares fetais.

-Após a20 semana:

               Nó sincicial

– Citotrofoblasto descontínuo

– Tecido conjuntivo menor

– Endotélio

 

·         Transporte placentário:

-Gases: O2, CO2 e CO.

-Nutrientes: Água, vitaminas e glicose. Colesterol, triglicerídeos e fosfolipídios dificilmente atravessam a placenta.

-Hormônios: hormônios protéicos não atravessam (exceto: T3 e T4); hormônios esteróides não conjugados atravessam livremente.

-Eletrólitos (sais): atravessam livremente.

-Anticorpos: são passados ao feto para garantir imunidade.

-Excretas: uréia e AC. Úrico.

-Drogas: A maioria das drogas e seus metabolitos cruzam a placenta livremente; o que pode gerar diversos defeitos congênitos e síndromes.

-Agentes infecciosos: o citomegalovírus, rubéola, os vírus Coxsackie, varíola, varicela, poliomielite e sarampo atravessam livremente a placenta; assim como os microorganismos: Treponema pallidum (sífilis) e Toxoplasma gondii também cruzam a placenta. 

-Outras substancias: Pequenas quantidades de sangue podem atravessar a placenta. Caso o feto seja Rh-positivo e a mãe Rh-negativo, pode ococrrer a produção de anti-Rh por parte da mãe e este passar para o feto causando a hemólise de hemácias (doença hemolítica do recém-nascido). Hoje tal situação é facilmente evitada pela administração de imunoglobulina Rh na mãe.

Membranas fetais:

·         Âmnio*: nutrição, proteção, trocas, manutenção de temperatura e desenvolvimento simétricos

·         Córion:

-Frondoso: Placenta.

-Liso: Membrana coriônica.

·         Saco vitelino:

-Formação do intestino primitivo.

-Nutrição do embrião até a formação da circulação útero-placentária.

-Hematopoese da 3ª à 6ª semana.

-Origem das células germinativas primordiais.

·         Alantóide:

-Hematopoese da 3ª à 5ª semana

-Formação dos vasos umbilicais

monomonomono

Gravidez múltipla.

                         Os gêmeos podem ser separados nos seguintes grupos:

dicorio-1plac·         Dizigóticos (fraternos): Originados a partir de uma ovulação múltipla. Os gêmeos fraternos SEMPRE apresentarão âmnios e córions individuais, porem os córions e placentas podem se apresentar fundidas.

·         Monozigóticos (idênticos): Originados a partir de um único ovulo. A geminação do zigoto normalmente ocorre durante a forma de blástula (1 semana). Neste caso cada embrião terá seu próprio âmnio porem dividirão o córion e a placenta. Em casos raros aonde a geminação ocorre precocemente (no estágio de mórula), esses embriões apresentarão características de gêmeos dizigóticos. Caso ocorra uma geminação tardia (2 semana; disco bi laminar) os embriões dividirão o mesmo saco amniótico; porem raramente esses gêmeos acabam sendo viáveis.  

A gravidez múltipla está cada vez mais comum devido à mdicorioaior quantidade de tratamentos hormonais realizados em mulheres em idade fértil.

Importâncias clinicas de uma gravidez múltipla:

·         Transfusão gêmeo-gemelar: desvio da circulação placentária preferencialmente para um dos fetos, devido da placenta única ou por anastomose de vasos.

·         Gemelaridade imperfeita: Gêmeos siameses.

Craniópagos = unidos pelo crânio

-Xifópagos = unidos pelo esterno

-Isquiópagos = unidos pelo isquio

-Pigópago = unidos pelo sacro

-Divisão em λ = Uma cabeça e dois corpos distintos

-Divisão em W = dois corpos distintos a partir da cintura

-Divisão em Y = duas cabeças e um corpo

·            Litopédio : morte fetal intra-útero seguida de saponificação e calcificação, pode ser absorvido pelo irmão gêmeo, gerarando um fetus in fetus

·         Feto papiráceo :morte fetal intra-útero, seguida de saponificação e compressão.

 

*Sindrome da brida amniotica: http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/54.pdf .

 

Referencias:

MOORE, Keith L.: Embriologia Clinica. 5ed. Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 1994.

TEMPSKI, Patricia: Slides Aula.

 

 

Prática: Gestação múltipla.

 

Bem interessante. Visualizamos algumas peças de gestação múltipla de forma a entender as classificações em relação aos anexos embrionários e a posições em situ dos fetos. Visualizamos também algumas das conseqüências patológicas sobre a gestação múltipla; como o feto papiráceo e transfusão gêmeo-gemelar.

 

Prática: Anexos embrionários.

       

                A parte de anexos em sua maioria foi visto nas mesmas peças da gestação gemelar. Algumas peças de placenta puderam ser vistas em peças próprias como já frisei na “Aula Pratica: Placenta”. Algo bastante interessante foi a divisão vascular da parte materna em relação à parte fetal.

 

Avaliação fetal e Teratogenias.

novembro 24, 2008

Métodos de avaliação do feto.ultrasom_20a_semana

·         Ultra-som: avaliação estrutural externa, constatação de gêmeos. Não invasivo. (http://www.ultrasom3d.net/secao_ultrasom/ultrasom/ultrasom.htm)

·         Amniocentese: método invasivo de recolhimento de liquido amniótico comumente para diagnostico de distúrbios genéticos (síndrome de Down). Indicado quando a idade materna for avançada e no caso de histórico prévio de distúrbios genéticos na família. (http://www.laboratoriogene.info/TVGENE/DXPN.htm; http://www.ultrasom3d.net/Materias/amniocentese/amniocentese.htm)

·         Dosagem de alfa-fetoproteina (AFP): a quantidade de AFP no liquido amniótico se encontra elevada em casos de síndrome de Down, defeitos no fechamento do tubo neural e parede abdominal e constatação de gêmeos. (http://resultados.hormocentro.com.br/Lab/Instrucoes/I0112.html)

·         Cariótipo: Mapeamento genético; avaliar síndromes genéticas.

·         Fetoscopia: visualização direta do feto através de instrumentos de fibra óptica. Pouco indicado como exame de rotina devido ao alto índice de comlicações (5% de acordo com Behrman, 1992)

·         Cardiotocografia: avaliação da dinâmica cardíaca do feto. (http://www.meac.ufc.br/obstetricia/manual_meac/CARDIOTOCOGRAFIA.pdf)

 

* http://apps.einstein.br/diagnostico/exames/medfetal_procedimento3.htm .

Ultra-som morfológico de 2° trimestre: http://www.youtube.com/watch?v=8J5VDpxThU8 (muito interessante pois é explicado pelo medico)

 

Teratogênese

                É o estudo científico de anomalias congênitas (qualquer tipo de anomalia estrutural, macro ou microscópica na superfície ou interior do corpo, presente ao nascimento, pode ser estética ou com dano funcional).

                A OMS (Organização Mundial de Saúde) apresenta uma classificação formalizada através de um documento: o ICD. http://www.who.int/classifications/icd/en/ . Neste site do SUS é possível evidenciar este documento na lingua portuguesa. http://www.datasus.gov.br/cid10/v2008/webhelp/q00_q99.htm .

                A Teratology Society (sociedade científica multidisciplinar fundada em 1960, voltada para o estudo das causas e processos biológicos que conduzem a um desenvolvimento anormal e defeitos de nascimento, as necessárias medidas para tratamento clínico e prevenção) apresenta algumas informações bem interessantes. Para conferir podemos acessar esses dois links: http://www.teratology.org/positionpapers.asp; http://www.teratology.org/teratogen.asp .

                Etiologia das anomalias congênitas.

          Fatores genéticos → 15%

          Fatores ambientais → 10%

          Fatores multifatoriais → 25%

          Causas desconhecidas → 50%

*Não colocarei fotos para não expor conteúdo inapropriado para alguns leitores. Há diversas fotos nos sites a seguir relacionados, nos ‘Links interessantes”, e na internet em geral; quem se apresente um pouco mais interessado pode procurar algumas à vontade.

Anomalias genéticas.

-Síndrome de DOWN (trissomia do 21):  http://www.fsdown.org.br/index.htm

-Sindrome de EDWARD (trissomia do 18): http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/sindrome-de-edward/

-Sindrome de TURNER (monossomia do X): http://www.turner.org.br/ e http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/sindrome-de-turner/

-Sindrome de KLINEFELTER (trissomia sexual XXY): http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/sindrome-de-klinefelter/index.php

-Sindrome de PATAU (trissomia do 13): http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/sindrome-de-patau/

-Sindrome de CRI DU CHAT: http://www.portalcriduchat.com.br/caracteristicas.htm

-Síndrome de Wolf-Hirschhorn: http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/688.pdf (relato de caso)

-Síndrome de Prader-Willi: http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/pdf/72.pdf e http://www.fiocruz.br/biosseguranca/Bis/infantil/sindrome-prader-willi.htm

-Síndrome de Roberts: http://www.aonp.org.br/fso/revista3/rev312.htm

-Polidactilia: http://www.brasilescola.com/biologia/polidactilia.htm

-Sindactilia: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/003289.htm

-Síndrome de Apert: http://adam.sertaoggi.com.br/encyclopedia/ency/article/001581sym.htm e http://www.leticiaapertbrasil.hpgvip.ig.com.br/sindrome_apert.htm

-Síndrome de Crouzon: http://www.emedicine.com/derm/topic734.htm

-Síndrome de Treacher Collins: http://www.arquivosdeorl.org.br/conteudo/pdfForl/492.pdf

-Acondroplasia: http://www.colegiosaofrancisco.com.br/alfa/nanismo/acondroplasia.php

-Osteogênese Imperfeita: http://www.aboi.org.br/sintomas.html

 

Sociedade de Apoio a Portadores de Doenças Genéticas: http://www.sbg.org.br/soc_apoio_portadores.html

 

Anomalias por agentes externos.

  

-Anticoncepcionais: causam síndrome de VACTERM (Vertebra; Anal; Cardiaco; Traqueal; Esofagica; Renal; e Membros).

 

-Antibióticos

               -Estreptomicina – deficiência auditiva e dano no 8º nervo craniano

               -Tetraciclina – hipoplasia de esmalte dentário provocando manchas amarelas

 

-Anticonvulsivantes

               -Fenitoína – Síndrome hidantoínica fetal (5 a 10% dos fetos) com retardo do crescimento intra-uterino (RCIU), microcefalia, deficiência mental, epicanto, hérnias, hipoplasia de unhas e falanges.

-Ácido Valpróico – cardiopatia, defeitos do tubo neural (DTN), malformações craniofaciais e em membros.

 

-Antineoplásicos

               Aminopterina – inibe as mitoses causando morte fetal ou malformações extensas no esqueleto e sistema nervoso central

 

-Tranquilizantes

               -Talidomida – utilizado como tranqüilizante, sedativo e imunossupressor. Em 1959 nasceram cerca de 12000 crianças com malformações pelo uso dessa droga. Causa: amelia (ausência de membros), focomelia ou meromelia (membros curtos), malformações em face, pavilhão auricular e sistema urinário e cardiopatia.

-Benzodiazepínicos (diazepam) – causa malformação de face e crises de abstinência.

-Lítio – pode causar anomalias no coração e grandes vasos, mas não é proibido.

 

-Vitamina A (ácido retinóico) em altas doses: malformações faciais (micrognatia) e fenda palatina, aplasia tímica, cardiopatia e defeitos do tubo neural (DTN), além de aborto .

 

-Nicotina: Causa retardo do crescimento intra-uterino, por prejuízo da circulação placentária, devido à contração dos vasos uterinos e diminuição do fluxo. Tambem pode causar malformações no sistema urinário, cardiopatia e deficiência dos membros e alteração comportamental; assim como altos níveis de carboxiemoglobina no sangue da mãe passam para o sangue fetal dificultando o transporte de oxigênio (Hipoxia Fetal)

                    

-Alcool: Causa síndrome alcoólica fetal – retardo do crescimento intra-uterino e pós natal, deficiência mental, microcefalia, epicanto, fissura palpebral curta, lábio superior delgado, nariz curto, hipoplasia maxilar, cardiopatia.

*Pequenas doses (20 a 50 g/dia) podem causar alteração de comportamento e aprendizado.

 

-Drogas ilícitas:

               -LSD – causa anomalias no sistema nervoso.

               -Maconha – causa retardo do crescimento intra-uterino e alteração do sono.

               -Cocaína – leva a aborto e prematuridade.

 

-Metais pesados:

               -Mercurio – alta dose de mercúrio causa forma fetal da Doença de Minamata com alterações neurológicas similares à paralisia cerebral.

               -Chumbo – pode causar aborto, anomalias e alterações comportamentais.

 

-Radiação: Causa morte celular, lesão cromossômica, retardo do crescimento intra-uterino e mental, malformações em diferentes órgãos.

* Dose teratogênica = 25.000 milirads ; Rx diagnóstico = 1 milirad

 

 

10 MEDIDAS PREVENTIVAS PARA SE EVITAR TERATOGENIAS.

 

1.       Faça pré-natal desde o início da gravidez

2.       Ingira ácido fólico regularmente, antes e durante a gestação

3.       Evite cigarro

4.       Evite álcool

5.       Não tome remédios sem prescrição médica

6.       Evite o uso de drogas ilícitas

7.       No Stress

8.       Faça exercício físico regularmente

9.       Mantenha uma boa nutrição e cuide do excesso de peso

10.   Atualize sua vacinação (DP dupla tipo adulto, Hepatite A e B, Rubéola e Varicela se não teve na infância)

 

 

 

Aqui constei algumas das doenças congênitas passadas a nós em aula. Porem existe inúmeras outras que podem ser vistas na ICD ou CID (português). Outra fonte interessante é o seguinte site onde apresenta inúmeras patologias e alguns conceitos simples sobre estas. http://www.emedicine.com/ .

http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-81232002000100006 : Artigo muito bacana sobre teratogenos de risco para os brasileiros. Trabalho realizado por pesquisadores gauchos. O artigo em si é muito interessante, mas o que adicionou mais a meu conhecimento foi a descoberta do SIAT. Mencionado o SIAT fica uma pergunta: É possivel realizar consultas com o SIAT atraves do HUEC?

Para mais informações sobre o SIAT: http://www.hupes.ufba.br/siat/oqueeh.htm

http://www.pediatriasaopaulo.usp.br/upload/html/1152/body/02.htm : relatorio sobre o perfil dos pacientes atendidos no ambulatório de genética em hospital universitário de assistência terciária. Apesar do hospital ser em São Paulo podemos ter uma ideia das proporções encontradas na população em geral. 

http://redalyc.uaemex.mx/redalyc/pdf/630/63070109.pdf : Trabalho sobre a quantas anda o AG no sistema de saude brasileiro. Muito interessante.

Referencias:

 

MOORE, Keith L.: Embriologia Clinica. 5ed. Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 1994.

TEMPSKI, Patricia: Slides Aula.

 

 

 

 

 

Características das semanas do desenvolvimento.

novembro 24, 2008

Características das semanas.

                *Para caracterizar o comprimento será utilizado o medida CR (cabeça-nádega).

1ª Semana:

·         Clivagem do zigoto.

·         Formação do blastocisto

·         Inicio da implantação

·         Aparecimento do hipoblasto

2ª Semana:

·         Âmnio e cavidade amniótica.

·          Disco bilaminar

·         Saco vitelino

·         Fim da implantação

·         Celoma extra-embrionario.

·         Cório

·         Placa précordal

3ª Semana:

·         Linha primitiva e nó primitivo

·         Disco trilaminar

·         Notocorda

·         Área cardiogênica

·         Tubo neural

·         Primeiro par de somito (dermomiotomo e esclerotomo)

·         Angiogenese e hamatogenese

·         Hematopoese

 

4ª semana.4ª Semana:

·         Formação dos arcos branquiais

·        

Formação dos brotos dos membros

 

 

 

 

 

 

·         Delimitação das fossetas ótica

·         Fechamento neuróporo cranial no 26º dia e do neuróporo caudal no 28º dia

·         Dobramentos definem forma cilíndrica e em “C”.

·         Saliência cardíaca

·         CR = 1,5 – 4 mm

5ª Semana:5ª semana.

·        

Grande desenvolvimento da cabeça, devido ao desenvolvimento do encéfalo e das proeminências faciais

 

 

 

 

 

·         Brotos dos membros em forma de nadadeira e depois em forma de pá.

·         CR = 5 – 8mm

semana66ª Semana:

·         Pigmento da retiniano tornado o olho evidente

·         A cabeça curvada sobre a proeminência cardíaca

·         Tronco mais ereto

·         Aparecem as saliências auriculares ao redor do segundo sulco faríngeo, muito abaixo do local final da implantação do pavilhão auricular

·         Diferenciam-se os cotovelos e tornozelos

·         Formação da placa das mãos e pés e raios digitais

·         Inicia da formação da genitália externa

·         Formação do esqueleto cartilaginoso que servirá de molde ara a ossificação

·         CR = 8 – 13mm

7ª semanasemana7

·         Entre os raios digitais definem-se membranas interdigitais, chanfraduras que delimitam os raios digitais

·         Inicio da ossificação

·         Aparece a Onfalocele Fisiológica*

·         Figado hematopoético.

·         CR = 13 – 18mm

*Herniação do intestino delgado para dentro do cordão umbilical, devido ao grande tamanho do fígado (hematopoético) e ao desenvolvimento renal. As alças devem retornar ao abdome na 11º semana.

 

semana88ª semana

·         Plexo vascular do couro cabeludo

·         Face com características humanas e a cabeça corresponde a metade do corpo

·         Pescoço definido

·         Pálpebras em formação

·         Olhos lateralizados e separados

·         Pavilhão auricular mais definido

·         Desaparece a cauda

·         Dedos individualizados

·         CR = 18 – 30mm

9/10ª semana

·         A cabeça ainda corresponde a metade do corpo

·         Face é larga com olhos separados

·         Orelhas com implantação baixa

·         As pálpebras terminam sua formação e fundem-se

·         CR = 50mm

11ª Semana

·         Regressão da onfalocele fisiológica

·         Formação das impressões digitais, coxins tácteis e campos ungueais

·         CR =61mm

12ª semana

·         Desaceleração do crescimento da cabeça

·         Diferenciação da genitália externa

·         Baço inicia a eritropoese

·         Já existe produção de urina e liberação no líquido amniótico constantemente renovado

·         Pescoço bem definido

·         CR = 87mm

13/16ª semana

·         Crescimento muito rápido do corpo; cabeça relativamente menor.

·         Osso visíveis ao Raios X

·         Olhos mais anteriorizados

·         Apresenta movimentos lentos dos olhos.

·          Pavilhão auricular próximo da posição típica.

·         CR =140mm

semana1717/20ª semana

·         Dá-se o ponta-pé inicial*.

·         Lanugo**

·         Vérnix caseoso***.

·         Sobrancelhas e cabelo

·         Gordura parda.

·         CR = 190mm

*data provável do parto = dia do ponta-pé + 147 dias.

**pêlos finos

***secreção de glândulas sebáceas, células descamadas da pele e lanugo; que auxiliará na saída no canal do parto e protegerá a pele do contato com o líquido amniótico

****De acordo com a Organização Mundial de Saúde, o aborto consiste no nascimento de conceptos (embriões ou fetos) com menos de 20 semanas e menos de 500g. Aqueles com mais de 20 semanas e peso maior que 500g denominam-se nascimento prematuro.

 

21/23ª semana

·         REMs (rapid eye moviments); movimento rápido dos olhos característicos do sonho.

·         Pele enrugada e translúcida.

·         Ganho de peso

·         CR = 210mm

24ª semana

·         Produção de surfactante* pelo pneumócitos II.

·         Unhas nas mãos

·         CR = 230mm

*liquido que diminui a tensão superficial do alvéolo que permite a respiração após o nascimento

 

26/29ª semana

·         Pálpebras abertas

·         Cabelo e lanugo bem desenvolvidos.

·         Eritropoese na medula óssea.

·         Hematopoese no baço.

·         Unhas nos pés.

·         Pele menos enrugada e translúcida devido ao maior acúmulo de gordura.

·         CR= 270mm

 

30/34ª semana

·         Pele rosada e “lisa”

·         Reflexo pupilar a luz

·         Unhas alcançam a ponta dos dedos da mão.

·        

CR = 280mm
 
 

 

35ª semana

·         Perímetro cefálio próximo ao perímetro abdominal

·         Tórax saliente com protrusão de mamilos

·         CR = 300mm

36/37ª semana.

·         Ausência de lanugo

·         Grandes lábios formados

·         Testículos na bolsa escrotal

·         Fetos mais rechonchudos.

·         CR = 340mm

38/42ª semana

·         Feto a termo.

·         Pele branca ou rosa-azulada

·         Diminuição da vérnix caseoso

·         Pavilhão auricular cartilaginoso

·         CR = 360mm

Após 42ª semana.

·         Pós-datismo, pós-maturação ou pós-termo.

·         Síndrome da pós-maturação:

-Pele seca como pergaminho

-Não exibem lanugo

-vérvix caseosa reduzida ou ausente

-unhas compridas

*REGRA DE NÄGELE: Data da última menstruação – 3 meses + 1 ano e sete dias. Preciso quando ciclo menstrual for regular de 28 dias.

 

Referencias:

MOORE, Keith L.: Embriologia Clinica. 5ed. Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 1994.

 

The Multi-Dimensional Human Embryo: http://embryo.soad.umich.edu/

 

 

 

Prática: determinação de idade fetal.

 

Bastante interessante, porem bastante complexo apesar da relação de características entregue pelos professores. Complexo por quê? Simplesmente pelo fato dos fetos disponíveis, independentemente da semana, no laboratório serem fruto de abortos. Ou seja, a questão “tamanho” normalmente estará incoerente, alguns dos momentos do desenvolvimento podem ter sido afetado por algum fator externo ou interno, descaracterizando a aparência normal.

 

 

4ª Semana ao nascimento.

novembro 24, 2008

4 à 8 semanadobramento4

 

Durante a quarta semana tem-se inicio o dobramento embrionário, importante modificação estrutural a qual transformará o disco embrionário, até então, trilaminar plano, em um “cilindro”.          

                Este dobramento se da em dois planos simultâneos: mediano e horizontal.     

As dobras no plano mediano dão origem a duas pregas: cefálica e caudal; que dão ao embrião a forma de “C”. A prega cefálica acaba por incorporar parte do saco vitelino no processo (intestino anterior; primórdio da faringe). No processo acaba formando-se o estomódio (boca primitiva), que acaba sendo separado do intestino anterior pela membrana orofaríngea. A prega caudal também incorpora parte do saco vitelino (intestino posterior). Tal estrutura acaba sofrendo uma dilatação, formando a cloaca.

As dobras no plano horizontal darão ao embrião o formato tubular. Essa modificação estrutural acaba envolvendo também uma parte do saco vitelino (intestino médio). Esse envolvimento gera uma constrição entre o intestino médio e o restante do saco vitelino (ducto vitelino); essa constrição do saco vitelino somado ao alantóide e ao pedículo do embrião dará origem ao cordão umbilical ao ser envolvido pelo ânmio.

diferenciacao-somitos1Na quarta semana também ocorre uma importante diferenciação de uma estrutura interna do embrião, os somitos. Nessa semana os somitos serão divididos em duas partes: o dermomiótomo e o esclerótomo. O esclerótomo apresenta-se “solto” na mesoderma; indo a se agrupar próximo a notocorda, onde futuramente dará origem a coluna vertebral e costelas. Já o dermomiótomo irá formar a musculatura dos membros e da parede do corpo, e a derme do tronco.

Neste período final do período embrionário tem-se o inicio da formação dos principais órgãos e sistemas do organismo. E, portanto, é um período crucial no desenvolvimento; qualquer exposição a teratógenos pode ser fatal, ou acarretar problemas importantes no desenvolvimento de alguns sistemas. (mal formações e teratógenos serão abordadas posteriormente.)

 

 

 

 

 dobramento12

Período fetal. (nona semana ao nascimento)

Neste período logicamente ocorrerá o final do desenvolvimento do feto. A formação dos sistemas e órgãos será abordada somente semestre que vem, portanto ficaremos atidos às características externas do feto*.            

*As características externas no embrião serão abordadas em um tópico separado.

 

 

 

Referencias:

MOORE, Keith L.: Embriologia Clinica. 5ed. Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 1994.

 

Pratica: Dobramentos

 

Aula de simples visualização de laminas de dobramentoimage1-dob2s embrionários.

  1. Notocorda
  2. Tubo neural
  3. Aorta
  4. Mesonefro
  5. Veia subcardinal
  6. Intestino primitivo
  7. Endoderma
  8. Cavidade amniótica
  9. Celoma extra-embrionário

 

Aula pratica: Placenta

outubro 6, 2008

Aula da professora Patricia Freitas, um tanto quanto expositiva, parte teórica pouco desenvolvida.

Tivemos a oportunidade de observar a placenta in situ, com o embrião ainda em seu interior. Essa relação da visualização do objeto de estudo anteriormente ou simultaneamente com a parte teórica sempre facilita o entendimento do assunto.

Apesar de um tanto superficial achei bem valida a aula.

Metodos contraceptivos

outubro 6, 2008

          Essa aula sobre métodos contraceptivos foi dada de forma esclarecedora pelas monitoras. Irei constar somente a classificação de cada método de acordo com o que foi passado, pois a parte mais funcional sobre os métodos estão contidos neste site (http://www.gineco.com.br/2.htm )de forma praticamente idêntica com o que nos foi passado.

            -Comportamentais:

        -Tabelinha (Ogino Knaus)*

        -Temperatura basal*

        -Muco cervical (Billing)*

        – Coito interrompido.

        – Abstinência.

*Métodos sintotermicos.

 

-Barreira:

        -Camisinha (masc e fem)

        -Diafragma

        -Espermicida

        – Esponja

       

-Hormonal:

        -Oral: Monofásico

                   Trifásico

                   Micro pílula

        -Injetável: Mensal

                            Trimestral

            -Definitivo:

        -Laqueadura.

        -Vasectomia.

            -Outros:

        -Adesivo

        -Implante

        -DIU

        – Anel vaginal

        – Vacina

Células-tronco e medicina regenerativa.

outubro 6, 2008

http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?602

http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI472268-EI1434,00.html

http://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9lula-tronco

http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2008/04/07/cientistas_transformam_celulas_de_pacientes_em_celulas-tronco-426723561.asp

http://ciencia.hsw.uol.com.br/celulas-tronco1.htm

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-40142004000200016&script=sci_arttext

 

Acredito que esses links contenham grande parte do básico sobre células-tronco, uma vez que os fatores de crescimento são um tanto específicos e de difícil achado.

Obs.: Belíssima aula da professora Ota, muito interessante e didática. Devo admitir que não sabia nem metade do que ela expôs; e muito menos sobre a quantas andava as pesquisas sobre células-tronco e medicina regenerativa, muito impressionante. Espero ansiosamente por mais aulas como essas.

3ª Semana

outubro 6, 2008

Uma das características da terceira semana é a gastrulação (formação das três camadas germinativas, disco trilaminar). Essa formação tem origem com a formação da linha primitiva, um espessamento do epiblasto formado pelo acumulo e pela proliferação de células epiblásticas no plano médio do disco embrionário. Enquanto a linha vai se alongando, em sua extremidade cefálica se forma o nó primitivo. Ambos o nó e a linha sofrem um processo de invaginação formando respectivamente: fosseta primitiva e sulco primitivo*.

Assim que temos a formação da linha primitiva, algumas células se “soltam” e formam o mesênquima ou mesoblasto. Esse mesênquima formará a mesoderma intra-embrionário, neste ponto o epiblasto passa a se denominar ectoderma intra-embrionária. Ao mesmo tempo algumas células da linha deslocaram o hipoblasto formando a endoderma intra-embrionária.

Algumas dessas células mesenquimais migram em sentido cefálico para formar o processo notocordal, que logo adquire uma luz chamada canal notocordal. Este processo cresce entre o ectoderma e a endoderma até alcançar a placa pré-cordal. Esse encontro formará a membrana orofaríngea, futura boca. Algumas células da linha primitiva migram cranialmente em ambos os lados do processo notocordal e em torno da placa pré-cordal; onde o encontro formara o mesoderma cardiogênico na área cardiogênica, onde o coração iniciará seu desenvolvimento no final desta semana.

Obs.: Na metade da terceira semana o mesoderma intra-embrionário separa a ecto da endo, exceto nesses pontos: Membrana orofaríngea (boca); plano médio em posição cefálica em relação ao nó primitivo onde se estende o processo notocordal; e membrana cloacal (ânus).

O processo notocordal funde-se com o endoderma embrionário, iniciando uma degeneração celular responsável pela abertura que comunicará o canal notocordal e o saco vitelino. Com a confluência das aberturas o canal vai desaparecendo. Então, o restante do processo notocordal ira formar a placa notocordal.

Essa placa, com a proliferação celular (cefálico-caudal), irá dobrar-se formando a notocorda propriamente dita. Então esta se “solta” do endoderma, que volta a ser uma membrana continua.

A notocorda será o “molde” para a coluna vertebral; dessa forma com a formação da coluna ela tende a degenerar-se, mantendo como remanescentes o núcleo pulposo dos discos intervertebrais. Ela também induz o desenvolvimento da placa neural (originada do ectoderma). O ectoderma da placa chama-se neuroectoderma e formará o SNC.

Por volta do décimo oitavo dia a placa neural sofre uma invaginação formando o sulco neural, que apresenta pregas neurais em ambos os lados. Essas pregas representam os primórdios do desenvolvimento encefálico do embrião. Ao final da semana as pregas se fundem e formam o tubo neural**. Este tubo apresenta duas aberturas em suas extremidades: os neuroporos rostral e caudal. Logo acabada a formação do tubo, este se solta da ectoderma superficial.

Quando o tubo se separa da ecto algumas células neuroectodermicas se soltam também e migram ventrolateralmente, formando placas achatadas (as cristas neurais). Essas cristas formaram estruturas importantíssimas e diversas do sistema nervoso; como: os gânglios espinhais, os gânglios autônomos e das células de Schwann.

Quando a notocorda e o tubo neural se formam o mesoderma intra-embrionário de ambos os lados prolifera para formar um espessa coluna de mesoderma paraxial. Esse mesoderma paraxial formara os chamados somitos, corpos cubóides em pares (um de cada lado). Eles aparecem inicialmente na região occipital e vão se desenvolvendo cefalo-caudalmente.

 

*Quando o nó primitivo permanece em aberto pode ocorrer o chamado teratoma sacrococcígeo. Por esse ser derivado de células pluripotentes, podemos observar em sua constituição diversos tecidos; inclusive dentes e ossos.

**Qualquer anomalia no processo de neurulação pode afetar gravemente o desenvolvimento do SN. Algumas conseqüências freqüentes são a anencefalia e a espinha bífida cística.

Anencefalia: http://www.webartigos.com/articles/4787/1/anencefalia-fetal-causas-consequencias-e-possibilidade-de-abortamento/pagina1.html .

Espinha bífida: http://www.ultrasom3d.com/Materias/espinha_bifida/espinha_bifida.htm .

Complementação: Uma das formas de prevenção mais indicadas para defeitos relacionados ao tubo neural é a ingestão de ácido fólico antes e durante a gestação.

 

Aula pratica

 

-Nesta aula visualizamos duas laminas: Somitos e Crista Neural.

                -Também foi dada uma fixação sobre esta semana de desenvolvimento.

 

Referencias:

MOORE, Keith L.: Embriologia Clinica. 5ed. Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 1994.