1ª Semana

Após a fecundação o zigoto entra em um processo de clivagem (repetidas divisões mitóticas). Pelo processo de clivagem o zigoto irá se dividir em PG de razão 2 até a formação da mórula (massa celular de 12 ou mais células); essas células resultantes da clivagem são denominadas blastômeros.

Essas divisões iniciam certa de 30h após a fecundação, e se dão no trajeto da tuba uterina. Durante essas divisões inicias o zigoto, e posteriormente blastômeros, ainda se encontram envolvidas pela zona pelúcida; portanto, essas divisões ocorrem sem o aumento total da massa. Partindo desse ponto fica lógico que cada célula após cada divisão reduz seu tamanho e aumenta a compressão umas às outras. Essa compressão é denominada compactação, e exerce um papel importante como pré requisito para a segregação das células que formarão o embrioblasto.

Após a entrada da mórula no útero (4 dias), formam-se espaços entre seus blastômeros centrais. Com a entrada de liquido proveniente da cavidade uterina as células são separadas em duas partes: o trofoblasto (externa e delgada; placenta), e o embrioblasto (massa celular interna; embrião).

Esse liquido também irá proporcionar a formação de uma cavidade única, a cavidade blastocística; a partir deste momento a estrutura formada é denominada blástula ou blastocisto. Essa blástula, após 2 dias percorrendo o interior do útero tem sua zona pelúcida completamente degenerada; tal fato permite um rápido aumento de tamanho da blástula, e permite o processo de nidação.

Ao sexto dia a blástula prende-se ao endométrio, normalmente pelo pólo embrionário*. Imediatamente após o trofoblasto inicia uma divisão, o que causará a diferenciação em duas camadas: citotrofoblasto e sinciciotrofoblasto. Este ultimo emite processos digitiformes ao estroma endometrial, onde se fixa ao final da primeira semana após a fertilização. Nesse ponto também há a formação de uma fina camada celular voltada à cavidade blastocística, o hipoblasto.

 

*Quando a nidação se dá em situação contraria, o feto pode não se desenvolver; a isso damos o nome de ovo cego. No ovo cego há um desenvolvimento praticamente normal das estruturas extra embrionárias (“placenta”, por exemplo), porem nenhum embrião é constatado. Nesses casos o aborto se dá naturalmente dentro do primeiro trimestre.

 

Referencias:

MOORE, Keith L.: Embriologia Clinica. 5ed. Rio de Janeiro, GUANABARA KOOGAN, 1994.

 

 

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